Desenho da chuva no estacionamento — início dos anos 2000

Desenho da chuva no estacionamento — início dos anos 2000

"Não desenho o que vejo. Desenho aquilo diante do qual escolho permanecer."

Biografia

Celestino Neto (Guarulhos, São Paulo, 1981) é artista visual cuja pesquisa investiga o tempo, a memória e os vestígios deixados pela experiência humana e pela natureza.

Desde os primeiros cadernos de observação, iniciados no final da década de 1990, desenvolve um trabalho baseado na permanência do olhar diante daquilo que o tempo transforma: paisagens, plantas, objetos cotidianos, retratos e memórias familiares. O desenho surgiu como uma forma de registrar encontros que poderiam desaparecer; a gravura, a pintura e a escultura tornaram-se desdobramentos dessa mesma investigação.

Ao longo de mais de três décadas de produção, construiu uma linguagem que transita entre o figurativo e o abstrato sem abandonar a observação como método de conhecimento. Suas obras procuram revelar o instante em que a presença se torna vestígio — uma folha seca, uma paisagem que se dissolve, um rosto que emerge e desaparece, uma memória preservada pela matéria.

Formado em Artes Visuais, participou de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, além de residências artísticas e programas internacionais de intercâmbio em gravura. Suas obras integram acervos públicos e privados em países como Itália, Alemanha, Japão, México, Estados Unidos, Colômbia, Canadá, Brasil, França e Índia.